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O Meu País

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Breve Biografia de um Eleitor - Porque Vou Votar em Sampaio da Nóvoa

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Tinha dez anos quando o Presidente do Conselho (naqueles dias era a esta designação usada para o cargo) morreu. Lembro-me de, na aldeia onde via (e nasci), as pessoas dizerem que o senhor presidente do conselho era muito bom para os pobres. Não percebi, mas como só tinha dez anos também não fiquei a pensar no assunto. Mais tarde, sim.

Aos dezassete anos, fui “apanhado” pela Revolução dos Cravos em plena época estudantil e comecei a perceber as coisas, pelo menos comecei a perceber as razões que levaram as pessoas da minha aldeia (quiçá de muitas outras aldeias) a considerarem que o presidente do conselho tinha sido “muito bom para os pobres”.

Em mil novecentos e setenta e seis, votei pela primeira vez em eleições livres: para a assembleia constituinte e para a presidência da República (eu e todos os portugueses, afinal!). Votei no General Ramalho Eanes – o melhor (e único, verdadeiramente independente, até hoje) presidente da república desde a revolução dos cravos.

Continuei a votar em Ramalho Eanes, numas eleições muito disputadas com o general Soares Carneiro, candidato que a direita lançou em 1981. Ramalho Eanes, que entretanto perdera o apoio do CDS, do PPD e de parte do PS, voltou a vencer reunindo a concentração de votos à esquerda.

Em mil novecentos e oitenta e seis, votei em Francisco Salgado Zenha (militante do PS), candidato do mesmo partido de Mário Soares, que viria a vencer as eleições, contra o fortíssimo candidato que a direita lançara – Diogo Freitas do Amaral. A direita continuava a não conseguir eleger um presidente da sua área – Na hora de decidir, os portugueses concentravam memórias e votos!

Mário Soares voltaria a vencer em 1991, desta vez com o meu voto.

Em 1996, Jorge Sampaio contou (e venceu) também com o meu voto, tendo sido reeleito em 2001, de novo com a minha ajuda.

A mudança (decadente) começou em 2006, quando a esquerda, dispersa, não conseguiu concentrar votos e ofereceu a presidência (sem a minha ajuda) ao pior de todos os candidatos, aquele que ainda hoje se mantém no cargo, tendo até sido reeleito (também sem a minha ajuda) e que tarda (oh como tarda) em terminar o mandato – Há dez anos já era tarde!

A direita, finalmente, concretizou o sonho de ter um presidente (um “despresidente”).

Fazendo as contas, acertei à primeira em dois candidatos – Ramalho Eanes e Jorge Sampaio –, acertei apenas à segunda na reeleição de Mário Soares e errei (e ainda bem) com Aníbal Silva.

Em termos de acertos e desacertos quero recuperar o “goal-average”: De uma forma arriscada, face ao candidato jornaleiro da direita – um candidato dos tempos em que as pessoas achavam que o presidente do conselho tinha sido muito bom para os pobres – e face àquilo que (ainda) parece a dispersão de votos à esquerda.

Espero que os partidos de esquerda percebam, a tempo, que a hora é de concentração e de união e não de dispersão e de umbigo, ao mesmo tempo que as pessoas (os eleitores) percebam que o único candidato que de facto se apresenta limpo de “rabos-de-palha”, favores políticos, e interesses partidários, é António Sampaio da Nóvoa; para ele irá o meu voto.

Pelo Nóvoa é que vamos!

Histórias do Arco da (Velha) Governação

Segundo Otto Von Bismarck (político Prussiano no Século XIX), a política é a arte do possível. Winston Churchil (político Inglês do século XX), talvez pegando nessa ideia de possibilidade (possível) acrescentou-lhe que é quase (a política) tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes.

Desde o Golpe de Estado de vinte e cinco de Abril de Mil Novecentos e Setenta e Quatro, levado a cabo pelas Forças Armadas e, no mesmo dia, transformado em Revolução pelo Povo, atendendo à sua adesão massiva, a política em Portugal tem cumprido estas duas ideias: Possível para alguns e com várias vidas (como os gatos) para outros.

Desde esse dia (o da reposição do regime democrático), que muitos “putos” imberbes (principalmente os “jotinhas”) de calções de meia perna (gosto desta figura) tardam em engolir que a liberdade de pensamento é uma correspondência biunívoca (bidireccional, nos dois sentidos, pronto) entre o eleitor votante e a sociedade e não uma comunicação unidireccional (unívoca) tipo macaco a coçar os ditos-cujos (piolhos?) que só o faz para dentro.

Os políticos muito sábios (aqueles que sabem muito) inventaram uma coisa a que chamaram “O Arco da Governação”, confirmada e praticada por outros políticos sapientes (aqueles que sabem mesmo muito). Incluíram nessa “governice” de arcada três partidos: O PSD porque sim, o PS porque sim e o CDS porque sabe abanar o rabo em ambas (as duas) as direcções tal e qual o fazem os caniches (uns cães de raça pequena e de pelo encaracolado que ladram que se fartam) quando não estão zangados com o dono.

Julgo que quando Bismarck falou em arte do possível, quereria dizer que o entendimento entre as partes divergentes pode convergir em alguns pontos que se sobreponham às divergências. A esta arte de tornar convergente o que é divergente, designou ele por política – uma espécie de Avó bondosa que consegue fazer com que os netos falem uns com os outros depois de terem andado à porrada!

O problema é que esta possibilidade só tem sido possível para alguns (embora os outros não se tenham esforçado muito para fazer parte do clube até ao dia 04 de Outubro, o dia em que Portugal mudou).

Já quanto à afirmação de Churchil, relativamente, tanto aos políticos que estão autorizados a brincar aos arquinhos e balões como aos que, num estado democrático não se lhes reconhece esse direito, temos dois (que me lembre) na vida activa: a Catarina e o Paulo. A primeira morreu uma vez e reviveu outra, está empatada “um-um”, portanto. Já quanto ao senhor Paulo, as ressurreições são mais que muitas, o raio do homem tem mais de setes vidas, é pior do que um gato maltês!

Em resumo, quando a democracia política é venha a nós, existe o arco da Rua Augusta, já quando a mesma democracia se destina a ser aplicada também aos outros, aqui Del-Rei (neste caso Del-Presidente, se tivéssemos) que os comunistas, bloquistas e socialistas, fazem um jardineira de criancinhas para o jantar, mesmo sem ervilhas nem feijão-verde.

É tempo de deixar que a política seja (mesmo) a arte do possível, neste caso do possível à esquerda para ver o que vale, já que o possível à direita, já provou o que não vale.

António J. Branco, In, Crónicas do Meu País

O Costa, o Rapaz e o Burro

OVRB

Não é que o Costa seja velho, mesmo sendo mais velho do que o rapaz, nem que o rapaz seja um miúdo, mesmo parecendo um menino grande.

Até ao dia quatro de Outubro do ano da graça do senhor de dois mil e quinze, ou mais ou menos, o Costa (O Velho) era acusado à esquerda e à direita de contribuir (em proporção igual à do partido que dirige), para a situação “pessimamente má” que o país atravessa e pediam inovação (soluções novas) para equilibrar a carga do Burro (o Burro é o povo Português, onde me incluo, obviamente): uns porque sim, outros porque sim e os restantes porque também.

Recordemo-nos (apenas os esquecidos, claro) de que quem mais ajudou o rapaz a tocar o Burro foram, precisamente, os “justiceiros” que se sentam à esquerda do "pai", os quais, ao que parece, aumentam a sua capacidade de influência na mesma proporcionalidade da carga e açoites que o Burro leva, seja quem for que bata no animal. O que “eles” querem é que o Burro seja cada vez mais burro (eles são todos eles e não apenas eles) para aparecerem, cada vez mais, como protectores dos animais.

Por outro lado, ao rapaz e ao seu grupo do berlinde, tanto se lhes dá como se lhes deu, quanto a quem os ajudou a sentar o traseiro no lombo da besta (a besta também somos nós, eu pelo menos) que querem continuar a montar nem que, desta vez, tenham de ir ao beija-mão daquele que parece ser, por agora, o tratador do bicho.

Portanto, o Costa das não medidas e das não propostas, a partir do momento em que as quantificou e exemplificou, logo ouviu ralhar dos mesmos sábios que, à beira do caminho, tanto insultam o Velho (o velho é outra vez o Costa) por ir descalço como o desdenham por calçar botas da tropa. Tal como o imberbe de calções de meia perna que, ainda montado no jumento, já está com inveja da ração que o Velho lhe quer dar.

Fazendo ou deixando por fazer, tombando para um lado ou tombando para o outro, usando GPS, bússola ou carta topográfica, o Costa tanto é “preso por ter cão, como por não ter” (mesmo tratando-se de um burro neste contexto), e se não tem, tivesse: À esquerda é de menos e à direita é de mais: devem ir todos a pé (desde que tenham transporte) e devem ir todos montados (desde que o façam a pé), porque o Burro até já tem um "santo" protector.

Por sua vez, para os inteligentes e sábios que sabem muito (alguns chamam-lhes mesmo comentadores), nem os dois a pé nem os dois em cima da besta porque o Burro já é velho, o velho já não é novo e o rapaz ainda não é homem mas já está espigado em envergadura suficiente que chegue para enfim e tal e por aquilo que se pode concluir e depois a Europa e o Euro e o Tratado enfim essas coisas e é só fazer as contas (esta das contas foi um bocadinho mazinha).

Tal como a conclusão a que o Velho (o verdadeiro) chegou, “a cada cabeça sua sentença”; ao Costa (o outro Velho) só lhe resta encontrar nos livros da sabedoria de uma biblioteca rica em conhecimento estratégico, táctico e político, as especiarias que o protejam da chuva de setas anunciadas...

...Sejam quem forem os índios!

António J. Branco, In, Crónicas do Meu País

Pelo Nóvoa é Que Vamos

São caminhos estreitos,
Estas veredas que nos conduzem
E que nos levam ousadas,
Roçando nas esquinas do medo
E dos sonhos entremeados
Pelos pântanos de afundar.

São carreiros afunilados,
Os trilhos gastos da serra
Da íngreme encosta escalada,
Pegajosa de mato estevado
Em molhos de indiferença parada
Dos olhos cegos da alma.

São pegadas cicatrizadas,
As marcas daquele horizonte
Por entre a névoa de um sonho expandido,
Preso às correntes do medo
Por elos inacabados, de uma corrente
Impregnada de mil ideias do passado.

São gestos entrelaçados,
No limiar desta ousadia
Navegando por cabos armadilhados,
Onde os gritos e os sussurros
Sopram ventos ventados perdidos nos túneis sem luz
Medonhos de caminhar, e assustados de sentir.

São marcos contemplados,
As balizas avistadas na ousadia do sentir
E na vontade de sangrar na batalha de ganhar,
Consciência escrevinhada de palavras não dizidas
Nas lágrimas aconchegadas pelos fluidos baralhados
Dos raios de luz ofuscada que os gritos silenciaram.

São vontades de não perder,
O poeta que se confunde em companheiro de viagem
Na caminhada angustiada,
Em olhar moldado de espanto mas sem medo de lutar
Na batalha por batalhar, neste lugar por conquistar
Ainda longe, no outeiro por subir.

São mãos entrecruzadas,
Por dedos alinhados de espanto sem anéis de fingimento
Nem jóias de embelezar nem brilhantes de encantar,
Nem fantasias politizados nas veias a palpitar onde o sangue a percorrer
Agita os cabelos da calma apressada de vencer
A corrida começada.

É o candidato a sonhar,
Com os Grandes do país
Na história dos vencedores: os que partiram e ficaram,
E viveram glorificados nas terras onde os beirais
Dos telhados a pingar se encharcaram pelas lágrimas
Que tombaram neste chão, de esguias desvirtudes.

Sou eu que temo ser,
Um viajante indeciso, entre peregrino e caminhante
Pelas asas a pairar em desfiladeiros abismados,
Desenhados no imaginário da fantasia vadia
Perdida nas luzes ofuscadas
Da noite muito noitada.

São os caminhos estreitos,
Em carreiros afunilados pelas pegadas cicatrizadas
Dos gestos entrelaçados e dos marcos contemplados,
Nas vontades de não perder as mãos entrecruzadas
Deste Nóvoa sem hesitar, em proclamar e sentir
Aquilo que quer Ser.

 

António J. Branco, In, Existências

Esta (Não) é a Ditosa Pátria Minha Amada

Um professor de história que tive há cerca de vinte anos – Major Pereira de Carvalho – apresentou aquela que considero, até hoje, a melhor definição de Pátria: Terra de Antepassados. E é. E não há melhor definição, pelo menos no meu entendimento ou pelo menos por enquanto (também no meu entendimento).

Terra de Antepassados, embora sendo expressão curta constitui um universo composto por pessoas, feitos, ideias e ideais. Tudo o que foram, tudo o que fizeram e tudo o que deixaram por fazer. Que ficou registado, que ficou na história; na história das pessoas do país e nas pessoas de um país com história.

Desde Afonso Henriques que assim é. Todos os que por aqui passaram estão nos livros da História: os bons, os maus, os menos bons e os muito maus. Todos contribuíram para aquilo que hoje somos, todos fazem parte da nossa Terra de Antepassados, da Pátria cantada e enaltecida por poetas como Camões ou “enegrecida e amaldiçoada” por Jorge de Sena. Os dois mostrando sentimento e cada um cantando a sua verdade.

É uma Pátria estranha, esta que herdámos de Dom Afonso. Pelo menos esta que hoje assim se nos apresenta. Pelo menos esta que deixou de moldar os homens em torno de ideais e o passou a fazer, ou a deixá-lo fazer, apenas orientado por ideias: pequenas acções de momento, destinadas ao imediato à vista sem terem em conta a abrangência futura, o horizonte lá longe para o qual é preciso levantar os olhos do chão, “desagrafando-os” do umbigo de cada um.

É uma Pátria injusta, esta que se rege por nivelamentos negativos – se um tem e outro não tem, não se dá ao que não tem; tira-se ao que tem. Esta que quer impor igualdades mantendo diferenças, esta que não sabendo honrar os seus heróis, se entretém a produzir mitos de plástico em noites e dias nublados sem nevoeiro; como se Sebastião voltasse ou como se valesse a pena voltar.

É uma Pátria anónima, esta que coloca nas ruas – toponímia – placas de identificação sem dizer quem foram, quando nasceram, quando morreram e o que fizeram para que figurem ali, despertados e entardecidos, mas imortalizados pelo tempo. Não estão todas as ruas e avenidas assim identificadas, mas são muitas, são demais.

É uma Pátria hipócrita, esta que se ocupa em discussões abortadas, misturando direitos com deveres; consciência individual com liberdade de decisão, realidade com ficção, dicotomias com simbioses, vida com morte, nascença com vivença.

É uma Pátria inculta e ignorante, esta que vive da memória de impérios desencontrados e de glórias perdidas e passadas, ignorando a história ou esquecendo a memória: Uma história sem memória nunca poderá ser a memória da história.

É uma Pátria afogueada, triste e amargurada, esta que tão bem sabe fingir, que tão bem sabe olhar para o lado, que assobia descontraída, que se estende ao sol de Agosto, que está (sempre) de consciência tranquila, que se “almofada encadeirada” à secretária, que ensurdece e enrouquece ao telemóvel, que conduz nas estradas melhor que todos e melhor que ninguém, eremitando-se e anoitecendo-se em abismos e falésias de praias nuas, diluídas no voar aleatório de gaivotas desnorteadas, perdidas e desencontradas.

É uma Pátria opaca, esta que se verga à violência conjugal de senhores feudais e, quando pode libertar-se, se curva ainda mais para que as vergastadas não deixem desiludidos os usurpadores de sonhos.

“Se servistes a Pátria que vos foi ingrata, fizestes o que devíeis, ela o que costuma” (Padre António Vieira) . É uma verdade muito ingrata, não é?! É como a Pátria!

Talvez esta (já) não seja, “a ditosa pátria minha amada” (Luis Vaz de Camões) nem o “torpe dejecto de romano império” (Jorge de Sena), talvez esta (já) não seja a Pátria que eu mereço ou que me merece.

Mas é esta a minha Pátria, é esta a minha Terra de Antepassados.

 

António J. Branco, In, Crónicas do Meu País

 

O Oráculo do Professor na Arte de Virar Búzios

“Vê como os búzios caíram virados p’ra norte…”.

Esta é uma das estrofes do fado “Os Búzios” (refrão), cantado por Ana Moura, no álbum “Para Além da Saudade”: uma forma lírica e romântica de não aceitar o destino “destinado” e mudar o destino traçado.
Mas Portugal não é um fado de destino destinado (mesmo tendo sido tal canção criada no nosso País). Portugal tem que ser um País com destino definido e traçado por quem o habita.

Traçado por quem pode, neste momento, fazê-lo: os seus eleitores!

O senhor presidente da República não pode ser a velha (mesmo dizendo coisas e loisas próprias de velho sem dentes) dos Búzios, muito menos dobrar o lenço e dar-lhe dois nós (“a velha agitava o lenço, dobrou-o, deu-lhe dois nós”).

O acto eleitoral do próximo domingo não é uma adivinhação visceral, nem uma leitura das cartas de Tarô, nem do Oráculo de Napoleão, nem de gestão da forma como os búzios vão cair.

Voltando ao refrão de “Os Búzios”: “À espreita está um grande amor, mas guarda segredo…”.
Quando, há mais de quatro anos atrás, os dois partidos que integram a coligação PaF, concorreram para se amigar nesta legislatura que nunca mais tem fim, fizeram-no isoladamente, namorando às escondidas mas desdenhando e querendo comprar, como diz o povo. E compraram.

Compraram a dignidade de um povo, pelo menos daquele que se deixou vender a troco de trocos avulso.

Depois do namoro escondido, sempre com o pai santo (“E o seu pai santo falou, usando-lhe a voz”, vigilante e sedento de dar colinho aos noivos incestuosos (porque irmãos filhos da mesma mãe política), eis que, o tal grande amor que espreitava, deu em casamento com separação de bens: juntos até ao casamento, depois, cada um com os seus haveres.

Juntos na coligação, independentes na Assembleia da República, cada um tem o seu grupo parlamentar: os seus búzios!

E é aqui que o “pai santo”, qual professor espírita de ciências ocultas se prepara (ao que parece) para virar os búzios, caso caiam para norte, que é a mesma coisa que dizer, caso caiam, maioritariamente, para a esquerda!
Preferia que nesta data, os eleitores portugueses manifestassem a sua ira por estes quatro anos meio de venda de dignidade e património a retalho, dizendo claramente aquilo querem ou, no mínimo, aquilo que não querem. Contudo, se por comodismo, indiferença, desilusão ou desinteresse, o não disserem de forma clara, o senhor presidente não pode nem deve virar os búzios; apenas tem de saber ler os resultados: o partido que obtiver mais deputados deve ser convidado para formar governo. (Ponto). O resto é problema desse partido. (outro ponto).

Portanto, ao contrário dos Búzios, alterados pela Velha, o destino não pode, em democracia, ser mexido, alterado a gosto e a contento.

Não é preciso ser engenheiro de política quântica para perceber isto.

Muito menos professor (duvidoso) de economia.

Só é preciso saber ler e contar: quem tiver mais búzios (independentemente da forma como caírem) deve governar, ou pelo menos tentar fazê-lo.

O grande problema é que parece haver, tal como no fado, “Um desespero intenso na sua voz, e o quarto cheira a incenso mais uns quantos pós…”.

Nós podemos ajudar? Podemos!

Basta lançar os Búzios.

António J. Branco, In, Crónicas do Meu País

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