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O Meu País

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O Magnetismo dos Culpados

Acerca do que li sobre Bases de Dados (às vezes leio coisas), lembro-me de três das suas principais características: Confidencialidade, integridade e disponibilidade. Isto é, trocando por miúdos (sem serem criancinhas):

  • Os dados devem ser confidenciais só sendo acedidos por quem está autorizado e tem necessidade de os consultar;
  • Os dados devem manter a sua integridade, não sendo corrompidos ou deteriorados;
  • Os dados devem estar permanentemente disponíveis para consulta e edição.

Por muito que me esforce não consigo encontrar nenhuma característica que atribua aos dados propriedades magnéticas como o tal sinal que, supostamente, seria emitido quando um abelhudo qualquer acedesse à Base de Dados dos contribuintes considerados Pessoa Muito Importante (os ingleses, ao que parece, dizem “Véri Impórtant Parsan”), da tal lista que não existia nem existe mas foi testada (é talvez uma questão de espiritualidade ou de culto, a gente não viu o deus nosso senhor mas de vez em quando, em momentos de à rasca, pedimos-lhe ajuda)

Ou seja, a Base de Dados deve ser confidencial, íntegra e disponível para todos os utilizadores independentemente de deverem pouco às Finanças (como eu), de deverem muito (como alguns) ou de não deverem nada como Dom Pedro VI, O Esquecido (também conhecido como O de Má Memória).

A não ser que os dados sendo guardados em discos magnéticos – não sei qual o suporte utilizado pelos servidores da DGCI – estes fiquem de tal modo influenciados pelos campos de forças que, atraindo e afastando bits de um lado para o outro, choquem entre si e… (confusão do narrador), voltemos à ideia principal.

Vejamos então se percebi: A tal lista (pacote, conjunto, universo) que não existia nem nunca seria mandada existir pelo Núncio Apostólico (não é esse Núncio, é outro? Mas são ambos os dois castos e inocentes, ou não?) da Base de Dados da DGCI, quando consultada por uma pessoa que nem estava autorizada para tal nem tinha necessidade de saber (o tal abelhudo), emitia um sinal magnético como alerta “em contra” o atrevido. Portanto, amarrava o animal ali ao teclado até vir o técnico de informática (o verdadeiro culpado de tamanha maldade) desmagnetizá-lo das teclas e dar-lhe um ralhete à moda antiga por andar a bisbilhotar os pecados dos impolutos que nunca foram tentados por Evas de Adão nem trincaram Maçãs no Paraíso (ou será ao contrário?)

Nada de sinais acústicos (bip, bip) nem visuais (pisca-pisca) e muito menos mensagens de alerta (SMS ou correio eletrónico), naquela lista que nunca foi da Base de Dados que é.

Ali, quando alguém tenta meter o bedelho onde não é chamado, a BD, pimba, agrafa-o magneticamente.

Tecnologias modernas…

 

 

 

 

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