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O Meu País

O Meu País

A Escola: Dos Primeiros Dias à Recordação do Passado

Não é apenas a nostalgia ou a saudade de um passado recente que nos leva ao mundo das recordações e das emoções vividas em conjunto na procura daquilo que, na altura, seria o futuro: O dos nossos filhos e o nosso, ligado que está por laços indissolúveis e indissociáveis.

As primeiras letras desenhadas a medo e os primeiros passos, hesitantes, receosos e pisados com hesitação, ao mesmo tempo que os olhos azuis procuravam o apoio dos pais que o tinham “abandonado” numa casa que ainda não era a sua, entregue aos cuidados de desconhecidos, levantavam uma onda de insegurança e de temor perante o “Admirável Mundo Novo”, ainda desconhecido.

Filipe Emanuel, de cabelo quase louro e olhos de um azul intenso tinha (e ainda tem) um sorriso de quem, desconhecendo os males do mundo, aceitou com algum temor a troca do tapete de brincar de uma quarto desarrumado pela mesa de trabalho de uma sala de ensinamento e aprendizagem. Ali, “nas mãos” de uma mestre-escola que, mesmo tendo o condão da acalmia na sua voz doce e segura, se apresentava, ainda, como uma estranha que não deixava brincar.

Juntar letras, formar palavras, criar sons, alinhar frases, os primeiros escritos, as perguntas, as respostas e o evoluir do menino que, a muito curto prazo passaria a alternar com prazer a doçura e segurança do lar com a missão a cumprir no seu crescimento evolutivo, acompanhado, sempre de perto, sempre ao lado e em permanência por aquela que, mais do que uma professora, viria a ser uma amiga, uma orientadora e um ponto de referência.

Em cada história de vida e em cada tipo de sociedade e instituição, existem pessoas que deixam marcas. Pessoas que, pela sua conduta e personalidade, se distinguem das outras: umas pelo sentido negativo e outras pelo sentido positivo. Mas só importa, aqui, lembrar “Aqueles que por obras valerosas” se distinguiram e permaneceram na memória de quem com eles conviveu e aprendeu através do seu exemplo no cumprimento do dever e empenhamento no cumprimento da missão.

O passado, não constituindo o presente, é muito mais do que os dias que já não voltam.

O presente, mesmo sendo reflexo do passado, não é apenas a antecipação do futuro que desconhecemos.

O futuro, não sendo presente nem passado, não pode ser limitado ao “esperar para ver”.

Todas as peças fazem parte de um movimento continuado e contínuo em que se sentem os toques, os sons, os alertas, as emoções, as ansiedades, os sorrisos, os arrependimentos, a vontade de mudança e a mudança da vontade.

Quer queiramos, quer não, tudo está presente no nosso passado com futuro.

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