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O Meu País

O Meu País

Esta Nau Catrineta

Fundado por Dom Afonso Henriques em meados do século XII, Portugal é um dos poucos, pouquíssimos países (também uma Nação), com mais de Duzentos e Cinquenta anos de história. Filho “rebelde”, guerreiro, empreendedor, destemido, Dom Afonso Henriques, O Conquistador, mostrou desde o início uma visão estratégica profunda, não só quanto ao alargamento do território, como também ao derrube de barreiras dogmáticas que limitavam (e limitaram) a sua acção enquanto rei, administrador e político. Uma das suas maiores guerras foi a resistência ao poder papal, que viria a ganhar  em Mil Cento e Setenta Nove, “comprando” a Bula Manifestis Probatum, ao Papa Alexandre III, que reconhecia Portugal como reino independente mais de cinquenta anos depois de ter dado os primeiros passos nesse sentido com a vitória na Batalha de São Mamede, em Mil Cento e Vinte e Oito.

Começámos bem, muito bem; com a Nau, esta Nau, a vencer milhas, desbravando territórios e chegando onde nunca antes alguém chegara.

Orgulhemo-nos, pois, da nossa história, mas guardemos também a sua memória na qual, para além de fracos reis, “Alguns traidores houve algumas vezes” (Camões).

Mais de oitocentos anos após o sonho do Rei Fundador, Portugal está de novo à procura da sua independência, lutando não só contra os “primos” da actualidade (os reis de Leão e Castela de então) como também contra o poder dogmático de um “papa” que se permite (sendo-lhe permitido) validar bulas probatuns de duvidosos manifestis.

Ah! Mas Portugal já passou por isto noutras eras – A Nau já foi saqueada em outras andanças. Pois já! E já enforcou “Távoras”, eliminou “Condes de Andeiros”, defenestrou “Vasconcelos” e “Migueís”, expulsou reis usurpadores e outros tais, “Que os muitos por ser poucos não temamos”.

A Nau – Esta Nau Catrineta – a navegar em mar alto e sem capitão de navio está (parece-me), tal como a primeira, abandonada, à deriva e com a tripulação a morrer de fome, onde uma grande parte dos “marinheiros”, sobrevivem alimentando-se dos outros, dos que caem no chão, inertes, impotentes, ainda vivos ou talvez mal mortos.

Premeiam-se os “Vasconcelos”, branqueiam-se os “maus reis”, apaga-se a memória e tenta-se (tentam alguns) reescrever a história, como se todos fossemos imbecis, incapazes, imberbes e inúteis.

Sem Rei, nem “Roque”, nem Timoneiro (o tal que um dia se afirmou como tal), os "Putos" (sem parecerem bandos de pardais), oriundos de uma qualquer jota, vão brincando ao ajoelha aqui e dobra ali, perante os papas de agora, papisas de um presente que se julgava remoto em termos de brio, dignidade e hombridade.

Chamem-me, pois, tudo o que quiserem (“Serei tudo o que disserem:”) estúpido, burro, asno, imberbe e inútil (“Poeta castrado”), NÃO!

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