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O Meu País

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Histórias do Arco da (Velha) Governação

Segundo Otto Von Bismarck (político Prussiano no Século XIX), a política é a arte do possível. Winston Churchil (político Inglês do século XX), talvez pegando nessa ideia de possibilidade (possível) acrescentou-lhe que é quase (a política) tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes.

Desde o Golpe de Estado de vinte e cinco de Abril de Mil Novecentos e Setenta e Quatro, levado a cabo pelas Forças Armadas e, no mesmo dia, transformado em Revolução pelo Povo, atendendo à sua adesão massiva, a política em Portugal tem cumprido estas duas ideias: Possível para alguns e com várias vidas (como os gatos) para outros.

Desde esse dia (o da reposição do regime democrático), que muitos “putos” imberbes (principalmente os “jotinhas”) de calções de meia perna (gosto desta figura) tardam em engolir que a liberdade de pensamento é uma correspondência biunívoca (bidireccional, nos dois sentidos, pronto) entre o eleitor votante e a sociedade e não uma comunicação unidireccional (unívoca) tipo macaco a coçar os ditos-cujos (piolhos?) que só o faz para dentro.

Os políticos muito sábios (aqueles que sabem muito) inventaram uma coisa a que chamaram “O Arco da Governação”, confirmada e praticada por outros políticos sapientes (aqueles que sabem mesmo muito). Incluíram nessa “governice” de arcada três partidos: O PSD porque sim, o PS porque sim e o CDS porque sabe abanar o rabo em ambas (as duas) as direcções tal e qual o fazem os caniches (uns cães de raça pequena e de pelo encaracolado que ladram que se fartam) quando não estão zangados com o dono.

Julgo que quando Bismarck falou em arte do possível, quereria dizer que o entendimento entre as partes divergentes pode convergir em alguns pontos que se sobreponham às divergências. A esta arte de tornar convergente o que é divergente, designou ele por política – uma espécie de Avó bondosa que consegue fazer com que os netos falem uns com os outros depois de terem andado à porrada!

O problema é que esta possibilidade só tem sido possível para alguns (embora os outros não se tenham esforçado muito para fazer parte do clube até ao dia 04 de Outubro, o dia em que Portugal mudou).

Já quanto à afirmação de Churchil, relativamente, tanto aos políticos que estão autorizados a brincar aos arquinhos e balões como aos que, num estado democrático não se lhes reconhece esse direito, temos dois (que me lembre) na vida activa: a Catarina e o Paulo. A primeira morreu uma vez e reviveu outra, está empatada “um-um”, portanto. Já quanto ao senhor Paulo, as ressurreições são mais que muitas, o raio do homem tem mais de setes vidas, é pior do que um gato maltês!

Em resumo, quando a democracia política é venha a nós, existe o arco da Rua Augusta, já quando a mesma democracia se destina a ser aplicada também aos outros, aqui Del-Rei (neste caso Del-Presidente, se tivéssemos) que os comunistas, bloquistas e socialistas, fazem um jardineira de criancinhas para o jantar, mesmo sem ervilhas nem feijão-verde.

É tempo de deixar que a política seja (mesmo) a arte do possível, neste caso do possível à esquerda para ver o que vale, já que o possível à direita, já provou o que não vale.

António J. Branco, In, Crónicas do Meu País

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