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O Meu País

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Meia Volta e Marchar

imagesIKMWBJJ7.jpgNunca devemos bater em retirada, no máximo, fazer meia volta e avançar!

Fazer meia volta é, em termos de linguagem militar (ordem unida), inverter o sentido de marcha sem perder o alinhamento, a cadência, o brio e o decoro. É difícil de executar sem treino, mas é admirável a sua execução, daí chamar-se, “Ordem Unida”.

Até ao dia quatro de Outubro do ano da graça do senhor (quem quer que ele seja) de dois mil e quinze, os partidos políticos marchavam desalinhados e, mesmo aqueles que pareciam marchar em cadência correcta mais não faziam do que uma dança ao som de música gravada (playback, de preferirmos). Ou seja, perante os desencontrados, os quase alinhados pareciam o melhor pelotão da parada.

Pareciam...

Depois do dia quatro de Outubro (aquele que aconteceu antes do dia cinco, quando o presidente se retirou para orar em reflexão) o dirigente (em linguagem militar, o comandante) de um partido político que devia ter ganho aquilo (votos) que os quase alinhados perderam, decidiu combater de uma forma nunca antes experimentada (táctica) para conseguir a vitória no confronto (estratégia).

António Costa, ao ser confrontado com uma derrota que não chegou a ser quase vitória, fez o que só os génios (ou quase) conseguem fazer: meia volta e avançar!

Mas não avançar apenas com as suas tropas (sabemos que não tinha os carros de combate suficientes para vencer o inimigo) e, ao mesmo tempo que criava manobras de diversão (reuniões com os quase alinhados), os seus emissários e ele próprio (como um verdadeiro general romano), procuravam construir a arca da “Santa Aliança” – aquela que nunca antes tinha sido até ao dia em que foi.

E o milagre aconteceu: uniram-se as partes distintas formando um quase todo. E isto é histórico, quanto mais não seja porque quebrou as tradições que tanto doem aos quase alinhados. Se tal irá (ou não) resultar é uma questão secundária, a grande manobra diplomática, o recrutamento, esse já foi feito e isso é mais do que louvável, mesmo sabendo da dor de dentes, de cotovelo ou mesmo de corno (salvo seja) que tal causou ao orador de serviço mais às suas beatas choronas (carpideiras viúvas?).

Saber se a união foi conseguida com farinha de trigo, UHU, Araldite ou Super-Cola Três, só o tempo tal nos dirá – o tempo diz sempre tudo a quem estiver disposto a ouvi-lo!

António Costa pode até vir a falhar na estratégia (conseguir uma boa governação) mas não falhou na táctica: Reconhecendo a derrota mas não aceitando ficar derrotado, não deu ordem de retirada: perante a altivez do inimigo que já fazia a contagem os corpos caídos e criava o Local de Reunião de Mortos, fez meia-volta e avançou.

Recordando Emílio Zapata : “Mais vale morrer de pé do que viver de joelhos”…no fundo, aquilo que os quase alinhados queriam.

Como manda a Ordem Unida: “Meia Vooolta – Em freeente, Marche!

 

António J. Branco, In, Crónicas do Meu País

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